ESPIRITISMO E O ISLAMISMO - PARTE 1

Mesquita em Istambul, Turquia

Ante os últimos acontecimentos em Paris envolvendo grupos terroristas que auto se intitulam islâmicos, serão desenvolvidos matérias em forma de extratos de textos sobre o Espiritismo e o Islamismo de autoria de Allan Kardec que lança luz sobre uma das maiores religiões da contemporaneidade.


Maomé e o Islamismo

Algumas vezes, sobre os homens e as coisas, há opiniões que se acreditam e passam ao estado de coisas aceitas, por mais errôneas que sejam, porque se acha mais fácil as aceitar completamente acabadas.
Assim acontece com Maomé e sua religião, da qual quase que só se conhece o lado legendário. Além disso, o antagonismo das crenças quer por espírito de partido, quer por ignorância, empenhou-se em fazer ressaltar os pontos mais acessíveis à crítica, muitas vezes deixando intencionalmente na sombra as partes mais favoráveis. Quanto ao público imparcial e desinteressado, é preciso dizer em sua defesa que faltaram elementos indispensáveis para julgar por si mesmo. As obras que o poderiam ter esclarecido, escritas numa linguagem apenas conhecida de alguns cientistas, eram-lhe inacessíveis; e como, em última análise, não havia para ele nenhum interesse direto, acreditou sob palavra naquilo que lhe diziam, sem perguntar mais. Disto resultou que sobre o fundador do islamismo se fizeram ideias muitas vezes falsas ou ridículas, baseadas em preconceitos, que não encontravam nenhum corretivo na discussão.
 Obra de G. Weil
Os trabalhos perseverantes e conscienciosos de alguns sábios orientalistas modernos, tais como Caussin de Perceval, na França, o doutor W. Muir, na Inglaterra, G. Weil e Sprenger, na Alemanha, hoje permitem encarar a questão sob sua verdadeira luz. Graças a eles, Maomé nos aparece completamente diverso dos contos populares. O lugar considerável que sua religião ocupa na Humanidade e sua influência política hoje fazem deste estudo uma necessidade. Durante muito tempo a diversidade das religiões foi uma das principais causas de antagonismo entre os povos. No momento em que elas têm uma tendência manifesta para se aproximarem, fazendo desaparecerem as barreiras que as separam, é útil conhecer, em suas crenças, o que pode favorecer ou retardar a aplicação do grande princípio de fraternidade universal. De todas as religiões, o islamismo é a que, à primeira vista, parece encerrar os maiores obstáculos a essa aproximação. Desse ponto de vista, como se vê, o assunto não poderia ser indiferente aos espíritas, razão pela qual julgamos dever tratá-lo aqui.
                             Caussin de Perceval                                                     W. Muir                               

 Sempre se julga mal uma religião quando se toma como ponto de partida exclusivo suas crenças pessoais, porque então é difícil justificar-se um sentimento de parcialidade na apreciação dos princípios. Para lhe compreender o forte e o fraco é preciso vê-la de um ponto de vista mais elevado, abarcar o conjunto de suas causas e de seus efeitos. Se nos reportarmos ao meio onde ela surgiu, aí encontraremos quase sempre, se não uma justificativa completa, ao menos uma razão de ser. É necessário, sobretudo, penetrar-se do pensamento inicial do fundador e dos motivos que o guiaram. Longe de nós a intenção de absolver Maomé de todas as suas faltas, nem sua religião de todos os erros que chocam o mais vulgar bom-senso.
Mundo islâmico, por porcentagem da população (Pew Research Center, 2014)
Mas a bem da verdade devemos dizer que também seria pouco lógico julgar essa religião conforme o que dela fez o fanatismo, como o seria julgar o Cristianismo segundo a maneira por que alguns cristãos o praticam. É bem certo que, se os muçulmanos seguissem em espírito o Alcorão, que o Profeta lhes deu por guia, seriam, sob muitos aspectos, completamente diferentes do que são. Entretanto esse livro, apesar de tão sagrado para eles, que só o tocam com respeito, que o leem e releem sem cessar, que até o sabem de cor os mais fervorosos, quantos o compreendem? Comentam-no, mas do ponto de vista das idéias preconcebidas, de cujo afastamento fariam um caso de consciência, aí não vendo, portanto, senão o que querem ver. Aliás, a linguagem figurada permite aí encontrar tudo o que se quer, e os sacerdotes, que lá como alhures, governam pela fé cega, não buscam descobrir o que lhes pudesse embaraçar.
 

Não é, pois, junto aos doutores da lei que se deve inquirir do espírito da lei de Maomé.



Os cristãos também têm o Evangelho, muito mais explícito que o Alcorão, como código de moral, o que não impede que em nome desse mesmo Evangelho, que manda amar até os inimigos, tenham torturado e queimado milhares de vítimas, e que de uma lei toda de caridade tenham feito uma arma de intolerância e de perseguição. 

 A Inquisição e as cruzadas são exemplos da intolerância religiosa em nome da religião. 

FILME

Terrorismo em Nova Iorque – Uma História de Intolerância, Preconceito, Ignorância



Magnífica sequência do terrorista e Hadji Gumus, um respeitado acadêmico líder religioso de origem muçulmana.
      
O TERRORISTA










Hadji Gumus







 
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REFERÊNCIAS:

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